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É muito importante salientar que as virtudes terapêuticas do vinho
só ocorrem se bebido:
- com moderação;
- durante as refeições;
- regularmente e
- por pessoas que não tenham contra indicação ao consumo de bebidas
alcoólicas.
Os maiores responsáveis pelos efeitos benéficos do vinho à saúde são
os POLIFENÓIS, por terem:
- um potente efeito antioxidante e
- uma ação antibiótica.
Os polifenóis tem a missão de proteger as plantas, principalmente de
ataques biológicos (bactérias, vírus e fungos) e dos raios ultra
violetas (sol). É por isso que eles se localizam preferentemente nas
folhas, cascas e sementes (que são os maiores responsáveis pela
preservação da espécie) de todos os vegetais. Na uva, cerca de 60%
dos polifenóis estão nas sementes, 33% na casca, 5% na polpa e 2 %
no pedicelo.
Para usufruirmos os benefícios terapêuticos dos polifenóis é
necessário ingeri-los. Mas no nosso hábito alimentar normalmente
desprezamos as sementes e cascas, folhas comemos pouco e muitas
vezes cozidas, o que os destrói. Em verdade, onde encontramos
polifenóis em quantidade apreciável é no vinho. E no vinho tinto
mais que no suco de uva que por sua vez tem mais que o vinho branco.
Já se indentificaram cerca de 200 polifenóis no vinho. O mais
estudado é o Resveratrol. É emocionante, verdadeiramente comovente,
a harmonia dos polifenóis com o vinho. Se retirássemos todos os
polifenóis do vinho, obteríamos um líquido alcoólico, incolor, sem
aromas e sem gosto. E se colocássemos esses polifenóis numa igual
quantidade de água, ficaria um líquido intragável.
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